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22
Abr17

ISTO... NÃO É ABRIL!

por Does a name Matter

 

 

Resultado de imagem para abril 25

 

 

Quero um Abril diferente
Não esta indiferença aparente...
O deixar acontecer.
Esta falta de vontade
A perfeita nulidade
de quem se demitiu há muito
de outra forma de viver.

 

Não são precisas armas, nem liça
mas mais sede de justiça
equiparação de estatuto
Não nos parecer que no país, já todos metem a pata
ao povo, qualquer estrangeiro destrata,
a terra, se invade e apropriam
como de um prédio devoluto.

 

Queremos ser soberanos
fazer valer a nossa gesta
mostrar-lhes que a nossa casta
é ainda dos combatentes
que lideraram a gentes
sem fazerem sangue escorrer
Logo, para nos poderem igualar... têm muito que aprender

 

Espalhados pelo mundo,
somos dos mais esforçados. Trabalhadores dedicados...
Cérebros dos mais apreciados,
altamente preparados
E os primeiros a avançar
quando à liberdade dos que nos acolhem
alguém ousa, ameaçar.

 

Façamo-nos respeitar
Não nos demitamos de marcar
o nosso lugar na história.
Recusemo-nos a voltar
ao tempo da humilhação,
da canga e da prisão
para todos de tão má memória.

 

Quero um Abril diferente
Como aquele, de antigamente
onde apoiei a minha esperança
ao ver aquela criança
que numa arma mortífera, depôs um cravo vermelho
servindo para o mundo inteiro
de exemplo e de concórdia.

 

Detesto, este Abril de hoje...
onde tudo cala e come
Privilegia o futebol e anseia pelo arraial
ignorando o seu dever, aceitando o que está mal
Esta mixórdia de sociedade,
onde nem a mocidade,
respeita quaisquer valores e carece de moral.

 

 

 

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21
Abr17

DAVA TUDO. TUDO...

por Does a name Matter

 

 

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Queria embalar-te nos meus braços.

Mostrar-te como bate o meu coração, por ti

E ao tombares a cabeça no meu peito e por ali, ficasses

que fosse...por não quereres sair.

 

Dentro dele, desse doido coração...

Perdido de amor por ti, não sais.

Mas, cá fora, onde nada se ouve e pouco vê...

Queria mostrar-te e dar-te a ouvir tudo.

 

Sentir a tua respiração no meu ombro

e arrepiar-se-me a pele...

Do corpo inteiro.

Queria, como queria, ser-te uma orquestra. A trave mestra.

 

Queria mergulhar nos teus olhos e afundar-me.

Perceber nos teus lábios, a minha bóia de salvação.

Queria, como queria, meu amor... um dia.

Dar-te a ouvir, este louco coração.

 

Que saboreasses as subidas e descidas do meu esterno

Cantar-te baixinho, enquanto navegasse os meus dedos, nas ondas do teu cabelo.

Queria, meu doce amor, como queria,

que formássemos o quadro mais belo... jamais visto.

 

Ai, amor tu nem sabes,

ou imaginas...

Como sonho, como anseio.

Dava tudo e o mais pedido, só por isto.

 

 

 

 

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20
Abr17

O CHEIRO DO MEU CABELO

por Does a name Matter

 

 

 

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Cheiras-me o cabelo e sorris

Inalas profundamente

e andas por aí todo contente

a sorrir alegremente

como se inalasses uma droga potente

com o cheiro do meu cabelo... na ponta do teu nariz.

 

Cheiras-me o cabelo e suspiras

Pareces até delirar

não te cansas de o cheirar

que me fazes sentir princesa

dona de rara beleza

ou então uma imagem santa... a quem ergueste um altar

 

Tão simples e motivante

é o teu ar radiante

de quem vê um diamante

em pleno chão para apanhar...

Quem pode ficar indiferente, a tamanha manifestação

de pura satisfação por meu cabelo cheirares?

 

 

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20
Abr17

LUA... TAMBÉM ÉS MULHER

por Does a name Matter

 

 

 

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Ouve-me Lua

Deusa pálida e também sofrida

Do teu amor sempre apartada,

nascendo e morrendo,

dele desencontrada.

Que no mar desenhas umas estrada de prata,

que conduz,

onde só tu sabes...

Brilhando aí no alto e em qualquer lugar

onde sempre cabes 

e nunca o invades,

porque a tua luz...

É sempre bem vinda.

Como aguentas a distância, a que és submetida

do astro, rei... Amor da tua vida?

 

 

Ensina-me Lua a ser assim magnânima

e também persistente.

A erguer-me e deitar-me sempre resignada

e como tu confiante...

Que para lá da distância, do teu querido amante,

nada é mais forte...

E nem o vento norte, coberto de ciume,

nem a língua dos homens,

só a cuspir lume

A inveja toda... que grassa no mundo

vos conseguirá, separar.

Haja o que houver...Impedir de realizar,

que raios e luar,

achem uma maneira, mesmo, por um segundo

de enviar um beijo, cumprir o seu desejo... tão belo e profundo.

 

 

Dói-me o coração. Não venço a distância

E nem uma palavra, me traz esperança.

Eu não tenho luz, vivo apagada,

por um lindo clarão... Tão apaixonada.

Ajuda-me Lua, também és mulher

como eu sofres carente de enlaces, vindos daqueles braços

sequiosa de um beijo...

E doutro prazer.

Por favor deusa. Não sei que fazer,

só vivo uma vez...

Não sou como tu, que todas as noites vejo aparecer.

Se não for agora, que lhe possa chegar e ardentemente amar,

mostrar o meu querer....

Diz-me de que me vale,

afinal, viver?

 

 

 

 

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20
Abr17

DENTRO DE MOMENTOS

por Does a name Matter

 

 

 

 

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Segue-se a vida, num apontamento doce

entre a manhã e a tarde...

Esperando que a noite se instale,

dentro de momentos. 

E neste entretanto em que não estás,

quando chegas...

Amei-te, sempre.

 

 

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20
Abr17

O DOCE NÃO ENGORDA

por Does a name Matter

 

 

 

 

 

Quando aqueces em fogo lento

o que trago dentro,

sabes que há favos de mel em mim.

Puro.

Espesso.

Doce.

Irrecusável.

Que te ofereço.

Porque... és insaciável

 

Sempre que me esqueço, 

que beber de ti,

nem sempre suor, 

mas do teu licor,

é muito melhor...

Do que água potável,

dás-me o prazer, de também me fazer

igualmente a beber-te...

Uma louca incansável.

 

 

 

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19
Abr17

SABES-ME COMO NINGUÉM

por Does a name Matter

 

 

04255[1].jpg

 

 

 

 

Sabes-me sempre à brisa marítima
fresca, doce, mas impetuosa
temperada de sal.

 

Sabes-me à pele ao rubro,
desejo ao cúmulo,
a snack depois do prazer.

 

Sabes-me à boca aguada,
por carne disposta
a comungar e repartir o gozo

 

Sabes-me a vendavais
a montanhas nevadas
à extensão do meu braço, quando me cabes na palma da mão.

 

Sabes-me a bebedeira profunda
a grito na madrugada
a rendição, depois da luta.

 

Sabes-me...
a tanto que não digo.
Sabes-me... tão bem.

 

 

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19
Abr17

IF I HAD A HEART...

por Does a name Matter

 

 

 

 

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Glosando quatro frases da música: " If I had I heart" da série Vikings

- Fever Ray -

 

 

 

If I had a heart I could love you...

thaw iced mountains into fire

offer you a blood ruby ring

and wed your soul with mine.

 

 

If I had a voice I would sing

While in the altar

awaiting for you to appear

thank the gods that you, you're mine

 

 

But, will I ever touch the ground?

Dependent of your wings, to move myself

Sustained on the lines of your lips

to lead my way?

 

 

This will never end cause I want more.

Give me more, give me more, give me more...

 

So I Leave my destiny, forever...

in your hands.

 

 

 

 

(Nunca subestimes um homem de machado na mão...)

 

 

 

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18
Abr17

NOITES DE LUA CHEIA

por Does a name Matter

 

 

praialinda.jpg

 

 

 

Nua...
Escancara os braços para a Lua
e faz amor com o luar.
Nua...
Sem nada que te proteja, a tua vergonha esconda,
deixa que a noite te beije e o vento passante, lamba...
O mel que jorra da fenda,
por onde um dia passaste e ao mundo te apresentaste
num grito dilacerante.

 

Nua...
Deixa a tua pele exultar, com o prazer do luar,
ao penetrar-te.

 

Nua...
Escreve na superfície da Lua, ou na luz dos candeeiros da rua,
as vezes que em êxtase gritaste,
e o gozo que tiraste, dessa pungente entrega.
O que o vento te sussurrou. 
O quanto de lamber-te gostou...
A noite, a fronte de rosas, coroou
e sobre a tua pele derramou...
Um lençol de estrelas.

 

 

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17
Abr17

ÚTERO SECO

por Does a name Matter

 

 

 

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Antes...

Trazia poemas nas algibeiras, 

como sementes,

que esbanjava ao ar, 

para evoluírem.

 

Antes...

Amava-te e preciso de amar

para escrever, 

poemas fazer

e ao ar, os mandar.

 

Antes...

Eu era.

Hoje...

Não há, eu.

Nem  tu, cá dentro.

 

Antes...

Não estavas esbatido

e só ressurgias quando a nostalgia manda.

Antes...

Eu daria a minha vida por ti, sem pensar.

 

Hoje...

Tenho de pensar muito bem, 

por que motivo um dia,

eu daria a minha vida por ti,

assim... de um pé para a mão.

 

Hoje...

Não posso afirmar que não te amo,

mas odeio-te, muito, muito mais.

Hoje... se alguém me dissesse que tinhas morrido

eu não poria termo à vida, logo, por não aguentar o mundo sem ti.

 

Hoje...

Tenho saudades de mim, antes.

E até do que sentia

porque tantos poemas escrevia,

frases espalhava no ar... para semeadas, as achares, frondosas.

 

Antes...Passou.

Hoje...Reina.

Mas eu não gosto de quem me tornei.

Hoje... sou um útero seco,

que deixaste sem palavras. Congelaste a paixão. 

 

 

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