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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

 

 

 

Foto de Maria De Fátima Soares.

 

 

 

Subi escadas, 
desci calçadas
atravessei avenidas
deixei para trás... 
quilómetros de asfalto
e voei alto, 
para aterrar.

 

Corri, atrasada.
Caminhei sossegada, 
sem o relógio se impor
Cantei, chorei, ri, sofri e escrevi...
sobre a vida, a morte, 
aprender a ser forte, 
e mil poemas de amor.

 

Acordei de madrugada
deitei-me zangada
mudei de passeio 
e de opinião
fui novamente humilhada, 
por quem acha ter...
A faca e o queijo, sempre na mão.

 

Recebi elogios, 
tive as mãos e pés gélidos
e senti calafrios... 
Só com música e voz
percebi que algumas coisas não mudam,
mas tal não interessa...
O que conta, na vida, devemos ser nós.

 

Molhei-me com a chuva
torrei-me com o sol
Disse adeus, sem querer
desfiz-me em lamentos
e dei tempo, para o tempo
fazer alguns peixes, 
morderem o anzol.

 

Isolei-me, 
celebrei
e ao todo não sei
quantos passos já dei... 
Ou litros de água bebi
Mais um ano passou, 
em que muito em mim se alterou...

 

Mas nunca me abandonou,
a vontade de viver
a sede de aprender,
o saber perdoar e entender
Esta fome 
de escrever...
Nem o gostar de ti.

 

 

 

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2 comentários

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De P. P. a 10.12.2017 às 18:48

 
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De Sílex a 10.12.2017 às 22:30

Obrigada. 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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