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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

19
Ago17

A Arte da Pantomina

por Sílex

 

 

 

 

Resultado de imagem para mulher nórdica

 

 

 

Era louro o seu cabelo, longe da negridão descrita.

Seus olhos, segundo ele, alternavam... 

Nas cores que o encanto tem,

afugentando a desdita,

do negro enunciado, também.

Era bela e iluminada, 

criatura por Deus criada, 

só aos Deuses comparada,

por um homem muito amada...

Vinda dos portos cinzentos,

onde as neblinas dançam, os guerreiros são intrépidos

e sopram gelados os ventos.

 

Forte e inteligente, mulher.

Com vontade de aprender, embora dúvidas tivesse, 

sobre o que lhes ia acontecer.

Dizia-se o mancebo moreno...

Cativo da sua luz,

e do seu jeito de estar.

Alto, magro e apaixonado,

desta vez não foi mencionado, qual a cor do seu olhar.

Mas há coisas que omitidas, por muito já difundidas, 

não precisam de figurar...

Para que se perceba o contexto, daquilo que estamos a ler.

De quem se está a falar

 

Ambos se entregaram sem normas e sem testemunha, a firmar

a um compromisso p'rá vida, diante da areia e do mar.

E o amor de ambos crescia...

Viçoso de dia, para dia,

em que as noites de prazer

fariam enrubescer, a luscinia e a cotovia.

Mas o destino não dorme.

A justiça, tem sempre fome,

nenhum idílio é eterno.

As dívidas que há a saldar, serão pagas a dobrar

e quando a altura chegar, provas o que deste a provar

e descerás ao Inferno.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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