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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

04
Ago16

A BORBOLETA

por Sílex

 

 

 

 

 

No monte de podridão, um velho camaleão,

não tão velho por sinal

ri-se do bem e do mal, 

como se não fosse o causador, 

da muita imundice e fedor, 

que tresanda ao seu redor.

 

Distante... a léguas dali, anda simplesmente alheada, 

uma borboleta pintada, 

com as cores do arco-íris, 

que espalha cor por onde passa,

e também sorri dos encobrires, 

da malícia e dos carpires, dos sítios onde o fedor grassa.

 

Andam sempre de mãos dadas, 

as almas excomungadas

que andam na vida ao entulho.

Aliam-se a qualquer bandalho, que lhes elogie o vasculho

invejosas das borboletas pintadas, que espalham com as suas asas

a alegria das palavras, respeito e amor pelo mundo. 

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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