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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

12
Fev18

A MÁSCARA

por Sílex

 

 

 

Foto de Espírito Vadio - Maria de Fátima Soares.

 

 

Entre confetis e serpentinas
desfila na multidão, 
sozinha...
Uma mulher que sorri
e requebra ao som do tambor

 

Chora sem ninguém, ouvir,
a dor que reprime sentir
despedaçada por dentro,
traída...
pelo amor.

 

Envolta em penas brancas de ave
que a vê, parece um anjo
deslizando pela rua
vai belíssima e seminua
por dentro toda ela, andrajos.

 

Ao som da música alta
gargalhadas à sua volta,
dança esta mulher
na ribalta...
sob a máscara do bom humor.

 

Ergue agora a sua voz
unindo-a, aos de mais cantores
pisa firme, com fúria, o chão 
como se quisesse aos pés desfazer
cada uma, das suas dores.

 

Entre confetis e serpentinas
sofre horrores a mulher, menina
que deixa cair uma lágrima,
suportando orgulhosamente sozinha...
A maior das desilusões de amor

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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