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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

22
Mai17

Abraços, lassos

por Sílex

 

 

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Mostrei-te o caminho para chegares a mim

e dei-te a mão, para não caíres.

Prendi-te nos meus braços

e a tua língua foi minha.

Abri-te as minhas pernas

e deixei-te, ficar dentro delas

para te consolares. 

 

Deixei-te estar, sem te prender 

com fios, laços e nem os abraços eram justos,

para que não te sufocassem.

Nunca te cingi a mim com lágrimas,

carpir, ou manipulação.

Foste... Quando tiveste que ir,

sem ligar a nada.

 

Nem um obrigada, que também não precisei.

Deixaste-me inteirinha,

sem quereres uma lembrança.

Se te tivesse abraçado justo e condicionado.

Tivesse puxado menos para cima,

ao incentivar-te para tirares os pés da terra e voares...ficavas?

O que era preciso fazer...Onde falhei?

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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