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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

27
Abr17

Acabada a magia

por Sílex

 


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Resta rasa a floresta antes frondosa


onde respirei vida, cresci esplendorosa


sob a chuva copiosa 


da paixão voluptuosa


que inspirei.


 


 


É hoje somente árvores cortadas, outras tombadas,


ervas pisadas, flores decepadas


arbustos ralos


onde o som dos pássaros,


há muito, se calou.


 


 


Como pude ser um dia,  o motivo da tua alegria


estímulo do teu dia, a perfeita sinfonia,


que a tua volta ecoava.


Tudo mais que existia, nada de mim distraía...


Era de mim que gostavas. Seria?


 


 


Porque de paixão desmedida, sou-te hoje, o maior ódio da vida.


Quando na floresta habitava...


Chamavas-me estrela da aurora, teu anjo e fada.


Toda ela arrasada,


ser eu, a que te encantava...


quem diria?


 


 


 Acabada a magia,


morde-se, contra vontade


a dura e penosa,


ingrata e tinhosa...


Realidade.


 


 


 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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