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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

16
Out17

ACASTELEI. E AINDA ASSIM...

por Sílex

 

 

 

Saudade que fica

 

 

 

Sobre o meu coração enlutado... uma pedra.

Pó nos olhos e lágrimas secas.

Silenciou-se o violino que o meu amado tangia.

Emudeceram os rouxinóis nos ramos, confrangidos

e o estivéssemos, onde estivéssemos...estávamos juntos, éramos um só...

Ficou para trás.

Rasgaram-se todos os juramentos,

secaram todas as fontes, de onde jorrou o doce mel da ilusão.

 

 

Como regresso a casa e... a mim, perdida neste deserto de sentido,

ébria de dor, descalça e desarmada?

Por que artes, me cativou, para logo me ludibriar e esquecer aqui?

Depois de por seus lábios brotar, a seda da paixão

e as suas promessas, descerem-me sobre a pele como cetim puro.

Porquê, pergunto-me?

Se veio sozinho. Pelo seu pé, sem coroas de louros, carta de recomendação,

acastelei e, ainda assim...

 

Como posso clamar por fogo

em pleno Ártico,

suportada por uma ínfima placa de gelo e por alguém...

Que apunhalou todos os mandamentos do Amor?

Poderá cantar doravante trovador ou ave,

sem que o seu canto se transforme num longo e penoso lamento.

Posso acreditar que se curam todas as feridas,

nada é para sempre...

E que talvez, me abandone esta mágoa, num golpe de vento?

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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