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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

 

 

 

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Caminhava, como dama de honor

Vendo no altar seu amor

toda coberta de mágoa.

escondendo a sua dor...

Para lá dos rostos à volta,

no seu vestido verde água.

 

A juventude tinha-se ido,

e perdido algum frescor,

e embora se gabasse de atributos de valor,

estava longe de prender...

Aquele que agora casava

[apesar do que lhe dera, de tudo que ambos passaram...] com outra e não consigo.

 

Caminhava também jovial

num inigualável esplendor

de cabelo dourado, entrançado e o seu olhar muito azul,

por entre flores e convivas... na sua terra nativa

aquela que lho levara, 

em direcção ao amor.

 

Mas o futuro é uma incógnita

e a esperança nunca morre,

por vezes não quer dizer nada

e o ardor da amada, não completa o seu marido.

Por isso seguia contrita, entre o feliz e aflita

aquela mulher enjeitada, no verde do seu vestido

 

Tudo isto foi real

ou interpretado mal, 

o que parece não é...

E o que é... esconde-se bem.

Quem sabe, são felizes os três

Realizando-se à vez... entre o susto e um amém.

 

Caminhava, pois... a amante eterna

levando na mão uma flor,

com o meio a condizer

guardando os segredos no bolso,

um... sê feliz, se eu não posso,

mas depois... logo se vê.

 

 

 

Sírinx

 

Sequela do poema de baixo... 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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