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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

30
Jan18

Ata-me...

por Sílex

 

 

 

 

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Ata-me... esta dor, como quiseres.

Dou-te corda, arame, liana, sisal

corta-me este mal,

pela raiz

Ata-me...

Afasta-me esta dor,

e com amor

Faz-me feliz

 

 

Ata-me... as mãos, para que o não evite

esteja já tão dependente dela,

que...queira que fique.

Ata-me e venda-me os olhos,

se for preciso...

Enquanto me exorcizas de todo o agastamento,

e livre da tristeza e desse tormento

dás a conhecer

um lauto Paraíso.

 

 

Ata-me...e se eu recusar ignora e segue

Faz o que tem de ser feito,

não o que o pudor te pede.

Ata-me os pulsos e os pés...

e bem devagarinho,

afasta de mim a dor, 

com o teu amor

e carinho.

 

 

Ata-me... por fim a ti e não soltes mais.

Protege-me de ser invadida por monstros, bem reais.

Vigia-me bem de perto e impede de voltar,

tudo o que é nefasto, sombrio

e aterrador.  

Porque agora és tu, 

a minha estrela guia,

o meu redentor.

 

 

 (inspirado na imagem)

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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