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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

01
Jun17

Aturdimento

por Sílex

 

 

 

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Diz-me por que choraria, se lágrimas ainda tivesse, 

depois de todas, te ter dado

Quando tento a todo custo evitá-las,

de tristeza derramá-las...

Acabo sempre por vê-las

num lenço amarrotado?

 

Nunca me custou ceder às lágrimas,

diz o povo que alivia

e se fossem de alegria

até mesmo de emoção...

Por certo que as choraria, 

sem lhes impor contenção.

 

Mas por me haveres magoado

numa total incompreensão...

Por me teres esbofeteado, 

sem um único dedo da mão...

Ou pelo punhal bem cravado

no centro do coração? 

 

 

Nunca, jamais, não!

Diz-me porque choraria

pela patética rotina,

de me estar escrito na sina

que volta e meia levo um murro

quando penso estar a erguer-me, acabo estendida no chão?

 

 

 É rotina.

Deixou de ser desolação

embora seja ainda, aturdimento e alguma incompreensão.

Mas aquilo que não se explica

está por sua vez explicado

não me requer nenhum pranto, mas tão só, resignação

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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