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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

18
Mai17

Caminhando

por Sílex

 

 

 

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De todos os caminhos que afagam os meus pés...

Pés, inclementes que os calcam, 

nenhum se queixa, 

apenas se deixa,

por mim calcorrear.

 

De todos as direcções que tomo, quando fora da porta assomo,

muitos são de floresta,

quando o sol por entre as árvores baila

e as peles incautas cresta.

outro, é o do mar.

 

De todos os caminhos que inicio, à procura da sombra e do frio,

à procura de mim e por onde fico sempre perdida,

deixei pedaço do meu rasto

e um traço, da minha vida...

Nunca te vejo, por lá. 

 

 

Resignada sorrio, envio-te um beijo...

Aquieto o desejo

mergulho na espuma,

sentada, entranço uma coroa de caruma

que deponho no amor... que entre nós, já não há.

 

 

De todos os caminhos que os meus pés conduzem

nenhum saberá onde ficas, ou... Sabendo-o melhor para mim,

não me aportam a ti.

Sabem da dor, lágrimas. Do suplício num inferno, 

donde embora me ache livre... na verdade, não saí.

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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