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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

12
Jan18

Caves Bafientas

por Sílex

 

 

 

Foto de Maria De Fátima Soares.

 

 

Tantos lugares à minha espera 
e eu?
Presa aos mesmos.
Agarrada a nada, 
valorizando tudo, o que ninguém tem por mim.

 

Somos tontos...Porque há mais. 
Em doar-nos aos outros 
em sincera partilha e comunhão. 
Para sermos vistos, ou alcunhados do que não somos, 
mas, que alguns... são.

 

Tantas estrada para percorrer
e eu?
Indecisa sobre se conseguirei andar noutra, que não esta... 
Parada numa cave bafienta
Quando me esperam tantos sorrisos e abraços em festa.

 

Chega uma altura em que partir é o caminho,
ainda que triste e sozinho... é o nosso.
Tantos lugares e pessoas, que me doarão de si,
o que lhes retornarei. E continuo agarrada a quê? 
Não sei.

 

Tantos lugares... onde serei bem recebida, 
me darão guarida, 
E sincera amizade. 
E eu... retida, 
num sítio onde abunda, tanta má língua e a falsidade

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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