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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

25
Mai17

Com todas as Imperfeições

por Sílex

 

 

 

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Deixa-me ser imperfeita, por favor.

Não acerto em tudo. Não conheço tudo e ainda assim, sou eu...

Deserta por chegar lá.

Pondera se me apreciarias mais, sem nada para apontar-me.

Um sítio aonde levar-me

Sobre uma flor que cresce, ensinar-me

Para um som novo, despertar-me

Sem alguma coisa fora do lugar,

ou uma gargalha estranha, mesmo alta, mas espontânea?

Se eu fosse, só perfeição...

Correctíssima. Sempre, certíssima.

Fria, contida, reprimida e sem uma pinta de cor.

Ter-me-ias amor, ou, apenas me suportarias... Mal.

 

 

Deixa-me ser imperfeita, por favor.

Correr pela areia descalça, sem me importar se molho o vestido

Se caio e me sujo no asfalto

para me rir de mim, mesma, ao cair.

Deixa-me emocionar com a música a fluir 

soltar um grito, ao ser surpreendida.

Permite-me ficar furiosa da vida.  Perder o jeito. Mesmo a razão

Desvaloriza um provável dedo em riste...

E dá-me um momento de pausa, sem ter de explicar uma lágrima.

Se eu fosse uma pessoa calculista. Fria, possessiva, egoísta...

Não a mulher infantil,  que se rege pela cabeça,

mas obedece ao coração...

Ainda gostarias, de mim. Sim, ou não?

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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