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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

04
Mai17

Comigo dentro

por Sílex

 


 


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Quantas vezes pronunciaste o meu nome para dentro?


Quantas... vieste junto com o vento


procurar por mim, sem me encontrares.


Quantas vezes te amaldiçoaste, por me amares?


Zangaste com paredes, garfos e pratos.


Socaste ou reduziste a cacos?


Quantas vezes ficaste acordado a olhar o tecto


e a imaginar-me, naquele momento nos braços de alguém.


Te foi insuportável, a ideia


e impossível conciliares os sonos?


Quantas vezes acabaste na varanda, com o frio a enregelar-te os ossos


um copo e um cigarro na mão


e para aliviares a tensão...


Te vieste a sós, 


comigo dentro?


Quantas vezes, ainda, sempre que me renegas, 


cospes e odeias...


Eu te perpasso, pelo pensamento.


Quantas?


 


 


 


 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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