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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

05
Jun17

Desânimo

por Sílex

 

 

 

Foto: Neil Craver

Foto Nick Carver (nus debaixo de água)

 

 

 

 

Onde vou encontrar forças para amar-te

se como o furacão chegaste,

tudo  desarranjaste, sem estímulos deixaste

para nortear-me...  entre remoinhos de ventos,

chuva e nevoeiro

pedaços de mim a voar, 

sem lhe poder deitar a mão,

não existia brecha, por muito que lutasse rumo à redenção

e que uma vez passado, resultou neste atoleiro?

 

 

Onde vou achar coragem para sair deste pântano

onde me mais me afogo,

ao mexer um braço, 

suster o fôlego?

Como chego a chão seguro, 

agarro a uma bóia de salvação

sem escorregar pelo muro, 

escuro e imenso

da tristeza e decepção?

 

 

Como consigo lutar sem trunfos

contra um inimigo tão voraz

lamber, ferida, após ferida... marca no corpo,

que este amor me faz,

Suturar cortes profundos, sem linha,

e ainda assim, cicatrizar.

Diz-me...

Como posso, depois de tudo, de pior

encontrar-te ainda, encanto e forças para amar? 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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