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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

29
Jan18

Rosa dos Ventos

por Sílex

 

 

 

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Olham-se, sem ver.

Tacteiam-se, sem se tocar

Tudo que existe entre os dois...

É um mundo de distanciamento, 

que os aproxima sistematicamente.

 

 

E mesmo se ela não quiser... ele, fica.

Ainda que parta...

Vai buscá-la.

Sente-a e pressente-a. 

Necessita-a, para respirar e dormir.

 

 

Olham-se... através, sem estar lá.

Compreendem-se melhor que os que nasceram

gémeos, ou siameses. 

E... sem terem nada em comum,

têm tudo.

Mas se ela quiser tornar o não, permanente,

ele não aceita.

Se quiser ausentar-se,

depois de o ferir

perdoa-a.

 

 

E sempre que ela não vale a pena deseja-a,

mas silencia-o.

Se não a ouvir enlouquece.

Não a souber, onde...

Perde-se.

 

 

Ela... é-lhe a Rosa dos Ventos, sem nada para lhe dar.

Ele... faz-se desentendido e volta. 

Volta, sempre. Sempre. Sempre... sempre...

Mas é evidente...

Ela não o quer! 

 

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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