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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

23
Ago17

Desinteressadamente

por Sílex

 

 

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Dava... um braço.

Dava o fígado e o baço.

De bom grado, daria a cabeça

e venderia a alma ao diabo,

para preservar o coração.

Tudo isto porque te amava,

sem precisar, que me desses nada, 

nem um pouco de atenção.

 

 

Dava... uma perna.

A minha pureza interna.

Toda a minha integridade física.

O direito e o avesso,

Tudo aquilo em que acredito

juntando-lhe o que não professo.

Tudo isso porque te queria.

Entre a ingenuidade e a ousadia.

 

 

Sem pedir nada.

Eu por ti dava, dava, dava...

O que tinha e o que me emprestava

a natureza, coitada,

já farta de me conceder, crédito para eu te oferecer

o que existia...

E o que inventava.

E eis-me aqui. Perante o mundo empenhada, e como de início, sem ti.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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