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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

22
Jun17

Desproporcional

por Sílex

 

 

 

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Perco-me nos teus passeios
à sombra e pela quentura do meu corpo.
à tardinha,
quando a vontade de amar tudo ao redor,
e o que é meu
te chama...
Na tua cabeça e olhos,
o desejo deflagra
e a luxúria do animal interno
insubordinado,
que mora em ambos,
queima.


Permito-te que me dispas de preconceitos
e vistas com o teu corpo a rigor
deixo à porta os conselhos que o pudor dita
faço-me ateia, aos mandamentos
que nos impedem de matar
e afogo esta volúpia , no teu olhar,
cobiço, dos pés à cabeça
aquilo que é doutrem, mas também meu
e vou contigo voar p'lo infino
num prazer desproporcional, nunca descrito
antes de me entregar... já a noite, caiu, também 
nos braços de Morfeu

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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