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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

04
Out17

DEVOLVE-ME À VIDA

por Sílex

 

 

 

Rafael Minkkinen

 

 

 

 

Inanimada, ou já morta

dou por mim estática e absorta, 

num horizonte perdido, 

sem nunca ter conhecido, 

as belezas que ele encerra.

 

Dentro de mim uma guerra...

Mas por fora placidez.

Olho pela enésima vez

e não contenho a saudade

de um estado de embriaguez, doido de voracidade

 

Já não me sinto em ebulição

Tenho gelo no coração

e hoje a dor aniquilada,

confesso... não sinto nada,

e desgosto totalmente de mim

 

Sei que outrora doía

Vivia em perpétua agonia

mas sabia que estava aqui.

Agora dava tudo e um dia,

para por um segundo que fosse... Voltar a sentir-me assim!

 

Toca-me e faz-me renascer

porque isto não é viver

mas abraçar a indiferença

vacinar-me contra a benquerença

definhar... antes do fim

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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