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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

12
Mai17

Erros e Acertos

por Sílex

 

 

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Fui tua fã devotada
cega para tudo que excedia
a minha maior alegria
que era ser-te dedicada
completamente esquecida
que eu... também tinha vida
porque eras tu, que eu respirava.

 

Vestia-me e bebia de ti
e tudo que me circundava
tinha a medida da tua altura
a frescura do teu riso
a marca que o teu pé deixava.
Pobre doida sem juízo
francamente viciada.

 

Precisava tanto de ti,
que acabava por me esquecer
de dormir
e de comer
horas e minutos contava
até que pudesse sentir
o coração a florir
na força da tua palavra

 

Ah, como andava apaixonada
Por alguém que não merecia
Que nunca me quis de verdade
Nunca respeitou quem lhe queria.
Fui! Fui, tua fã devotada
Tão cruelmente ferida,
duramente espezinhada.

 

Se ao menos tivesse sabido
Quem eras antes de amar-te
Poderia ter-me protegido
Para que não fizesses comigo
O que te era hábito e arte.

 

Não importa já,
aprendi.
Reergui-me e afastei-me de ti…
E escolhi-me,
como a melhor parte.

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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