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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

20
Jan18

Espíritos das Águas

por Sílex

 

 

 

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Sobre as águas...

Entre a cama da neblina matinal

e o orvalho da folhagem das margens

flutua o meu amor desorientado.

 

Flui com a corrente

em todas as línguas fluente...

Caso seja encontrado

Por um anjo, ou um elfo, por ali escondido...

 

Luz, alma ou homem... Já feito.

Flutua assim o meu amor, calmo por esse,

calmo leito... de água e fumo.

Só e sem rumo.

 

Procura o meu amor um destinatário

fidedigno

desse sentimento, que brotou

também ele, cristalino...

 

Mas, por quem?

Digam por quem, se por acaso souberem

a quem se destinam, palavras e sentires, 

de uma mulher...

 

Que vive entre margens

e sobre a água, tece as suas esperanças 

enviando, mensagens em frascos vazios, ou barcos de papel,

como fazem as crianças...

 

Esperando que do outro lado do mundo

ou talvez a meio...

Exista numa floresta ou burgo, quem observe as águas

ansiando uma missiva, que não vem por correio.

 

Quem és tu...

Que as minhas palavras inspiras, sem te deixares ver

Acaso esperarás...

Por que és um espírito, também eu... morrer?

 

 

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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