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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

17
Out17

ÉTER

por Sílex

 

 

 

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Não somos do mundo meu amor...
Tu és dos meus braços, lábios e colo. 
De todos os cantos e recantos da pele
e no meu baixo ventre... consolo.


És-me a cabeça à roda, a respiração entrecortada 
a urgência sôfrega,
as pernas abertas, o sexo latejante
a língua que lambe.


Não somos do mundo meu amor...
Eu sou-te para sempre!
Para além da terra, do mar, das estrelas
o covil, o lar, o ninho... no ventre.


Sou-te a mão que acaricia,
os olhos que te devoram
os gestos que te provocam 
a boca que te vicia... Sorvedouro de paixão


Não somos do mundo meu amor...
mas do éter, 
donde nada se mede e nem avalia
somos a carne e o sangue, que se extasia.


Não somos do mundo meu amor...
mas das ancas unidas,
dos peitos comprimidos
dos planares pelo céu, entre gemidos.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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