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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

08
Ago16

EXTRAVIADA

por Sílex

 

 

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Pingo... a... pingo

Uma gota corrosiva, come-me a carne,

deixando-a  em carne viva,

tecido morto,

onde a vida, saiu do posto...

Foi arejar.

 

Pingo... a... pingo, ouço nítido, o meu próprio desgastar

o embate da gota, sobre a pele a queimar...

e no espelho...em qualquer moldura ao redor,

pousada nas (in)cómodas, cómodas da vida

existe, marcada pela dor,

a imagem de uma mulher, desencantada...abatida. 

 

Para onde foi a criança sorridente,

a jovem crédula, mas reticente.

Onde me ficou esse bocado de gente,

que também era eu,

apesar de tudo, não desistente?

Já não existe. Ou não se encontra... Obviamente.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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