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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

20
Jun17

Faltas-me

por Sílex

 

 

 

 

 

Faltas-me...
Nas entrelinhas do texto
Em cada vírgula, que fora do lugar deixo
Nas reentrâncias dos empedrados,
cimentados
de todos os prédios... Ou casas, abandonados.
E nas telhas dos telhados,
pelas aves habitados.
Mesmo nos espaços, espaçados
dos passeios separados...
Que calceteiros afamados compõem, não sei porquê,
com terra entre uma pedra e a outra,
como se unidas, as tornasse mais soltas...
E inseguras.
Faltas-me, meu amor,
e por que me torturas?
Se podias dar fim, nesta falta absoluta...
Que me mata,
como enlouquece.
Se podias, mesmo não crente
atender a minha prece,
porque morro aqui... sem ti... à míngua.
Faltas-me,
conjugado, num tempo de verbo, qualquer.
Escrito e traduzido em toda a língua,
que existe.
E eu... que me tenho orgulhado de saber, ser mulher
já não sei se quero,
calar o desespero,
disfarçar que estou triste.
Sufocar dentro de mim, a verdade crua.
Faltas-me...
e se confessá-lo, me deixa frágil e nua.
Exposta à chacota dos que escarnecem esta paixão sincera
Não importa.
Porque me sinto morta,
com um coração pulsante
Eternamente...
No lugar de sempre.
À tua espera

 

Faltas-me...

Faltas-me, tanto e desesperadamente

mesmo, quando te por um momento breve

te afastas...

Quando estás, presente.

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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