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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

01
Nov17

Fica o tempo que quiseres...

por Sílex

 

 

 

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Não quero a tua morte nas mãos.

Não, não quero que morras por mim.

Morreres-me nas mãos, nos braços,

ou por aí fora...

não me adianta nada.

Serves-me melhor vivo...

sempre à mão, 

com os braços à volta

essa fome voraz...

e esse grito rouco, de quem está às portas da morte,

sempre que o teu desejo me convoca

e pareces morrer-me dentro.

Não. Não morras, já.

Não quero a tua morte nas mãos.

Fica, o tempo que quiseres, a passear-me na vida...

A deixares-me, por todo o lado,

o rastro na carne.

 

 

 

 

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2 comentários

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De Carlos a 01.11.2017 às 18:10

Ah poeta!
Gostei imenso!Image
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De Sílex a 01.11.2017 às 18:48

Olá, Carlos! Muito obrigada. Fico muito contente de teres gostado. Às vezes penso, para comigo, se deverei continuar a escrever poesia. Ninguém parece ler. Tampouco, impressionar-se para bem ou mal, com a minha poesia. Fico muito grata, por me dizeres que gostaste. A sério! Um abraço e um bom resto de semana. Image

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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