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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

12
Dez17

Fios do Destino

por Sílex

 

 

 

Foto de A Paixão - Escritos e Demências por João Dórdio.

 

 

 

Lembras-te quando atados

por fios invisíveis, 

desafiávamos os impossíveis

éramos nós,

contra o mundo?

E este amor mais profundo que o mar mais denso

muito maior que o universo,

inteiro...

Ia durar para sempre?!

 

 

Como fomos inocentes,

deixando que tudo e todos nos separassem

entre os dois, não ficassem,

fios, para nos unir...

Proteger-nos contra a inveja

 que causava a pureza

de um amor  tão lindo

que... tão prontamente,

e infelizmente, deixámos ruir.

 

 

Lembras-te quando maravilhado

o teu olhar apaixonado,

em mim só via beleza, 

e aquela singeleza, quase angélica

que te cativou?

Para onde foi o que sentíamos 

e ainda, tenta ligar-nos...

Apesar de tantas voltas, te conduzem aos lugares,

onde sem saberes o que te espera... Eu estou?

 

 

O que fazer a esses fios

que no ar soltos,

se procuram 

tentando reparar tudo...

E unir a todo o custo 

dois seres que se querem tanto

continuam a caminhar juntos,

mas, sem o fazer...

Lado a lado? 

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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