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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

07
Jun17

Florete e Espadachim

por Sílex

 

 

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Hoje todas as ruas têm o mesmo nome

e desembocam na mesma praça,

quadrada e escura.

O meu estado é, vegetal

O meu nome... amargura.

 

 

Hoje nem as festas da Solidão me acalmam

a melodia do Espanta Espíritos, embala...

Cortando o Silêncio às fatias largas

para que a margem estreita de compreensão

se dilate e eu me aquiete.

 

 

Não percebo nada.

Está tudo fora de sítio, no sítio do costume.

Teimo em desenhar unicórnios, enquanto arranco as asas às borboletas

rasgando todas as manifestações poéticas...

Que fui capaz de esgrimir.

 

 

Largo o florete, dispo o fato.

Não sou espadachim...

Agradeço ao oponente, mais meia hora de prática.

Para quê, tanto esforço? Nunca passarei de mera praticante, das Artes de feitiçaria.

Uma ignorante invulgar, na Arte de bem viver.

 

 

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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