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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

27
Mai17

Gente Incógnita

por Sílex

 

 

 

 

Resultado de imagem para vagabundo

 

 

 

Nas esquinas da solidão há gente encostada

cinzenta, incógnita, 

de olhos argutos e gestos astutos

à espera de nada...

 

Na noite embrulhada, vemos-lhe a figura, 

que parecendo completa, 

para além sorriso...

Está despedaçada.

 

São filhos de gente, maridos, mulheres e pais de alguém

largados por outros

desprezados por todos

e infelizmente... são-no por si, também.

 

 

Há dores que não saram

e conduzem ao abismo

Vícios que os gerem, palavras que ferem

e a falta de abraços, gera mais egoísmo.

 

 

Há dores que nos habitam

como se fôssemos casas

que nos minam por dentro e invadem como hera,

as paredes e escadas

 

 

Há destinos aziagos e mundos paralelos, dentro do mesmo mundo,

onde uns têm tudo, trajam seda e veludo

e nunca olham para o lado.

Outros dormem ao relento, vestem-se de vento...

 

 

E na mesma caminhada...

Negam-lhes oportunidades, vetam-lhes a sorte.

Bastando-lhe o mínimo, para um viver condigno,

na vida e na morte, não passam de nada.

 

 

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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