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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

 

 

 

Foto de Maria De Fátima Soares.

 

 

 

Olha...
Dizem que, 
o Ano é Novo...
Mas é o mesmo Povo
que tem de suportar...
O que velhos impostores, péssimos gestores 
nos impõem pagar.

 

Olha...
Vão-nos dar cartolas
pensando que fome, e aumentos do pão 
é coisa de brincar...
Que ninguém critique, a politiquice
que não enche barriga, 
mas fará muito bobo, contente dançar

 

Olha...
O fogo de artifício
e esquece o desperdício
dos Bolos de Rei.
O escândalo das Raríssimas... e outras gestões danosas,
entre cartolas e modas,
saúda o Novo Ano... que no fundo és tu, a quem o taxarei.

 

Olha...
Entre música e folguedo
Não te lembres de que o Ano Novo
é mais do que diversão.
Não te queixes depois, 
dos aumentos da luz, dá água do gás
e do teu fraco ordenado, ou da baixa pensão.

 

Olha...
Dizem que o Ano é Novo...
E o pobre Povo
lá vai convencido
de que qualquer partido
se bate por si...
Ou pela nação.

 

 

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2 comentários

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De Robinson Kanes a 28.12.2017 às 13:48

ahahahahahahhaha
Muito bom!
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De Sílex a 28.12.2017 às 14:12

Olá, Rob!
É assim! Cinquenta e sete mil euros, em cartolas. Será que de lá vão sair outros tantos Coelhos? Espero que não! Já nos bastam os que há por aí e a forma como "se reproduzem." 
57 mil € que ajudariam tanto, de outra forma. Matariam muita fome e frio... o Ano, comemorava-se na mesma! Enfim... Obrigada pela tua visita. 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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