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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

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Abr17

Histórias sem final feliz

por Sílex

 


 


 


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Sentei-me um dia à sombra dos teus olhos e adormeci


Sonhei com uma casa edificada no teu coração


que me servisse de abrigo, na estação das chuvas.


Para onde eu corresse e abrisse as janelas,


mal o sol brilhasse


Sentei-me ali, como se a tua má vontade


me desse as boas vindas...


e nunca me enxotasse.


 


 


Durante o meu sono algo medonho, aconteceu.


Falavas com outros, acerca de mim...de quem, na verdade, nunca fui eu.


Tudo que ias dizendo, os risos que davas me vergastavam.


Presa no pesadelo que não me quis libertar...


Queria fugir e desistir de ficar. 


Cambaleei ainda ensonada, após dos teus olhos conseguir escapar


marquei esse dia na minha memória e decidi, que morria, 


mas não iria voltar.


 


 


Mesmo a definhar, engoli o que vi. Ponderei no que ouvi...


Nunca mais voltei.


Passo sempre ao largo, apesar da vontade de dormir nos teus olhos,


ainda me habitar...


E a de estar sob esse tecto, que era o afecto do teu respirar,


ser ainda um sonho, que ponho de lado, por realizar.


Não houve perdão.


Porque o meu coração sem conseguir entender, ainda teima em chorar.


 


 


 


 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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