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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

19
Jul17

(In) Justificações

por Sílex

 

 

 

 

 

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 François Delebecque ‘LaTerre’. De la serie Nus Noirs (1999-2004)

 

 

 

 

Por hora...

Basta-me ver-te e amar-te.

Não preciso de escrever-te.

Não preciso de garantir ou quantificar, o quanto te amo.

Não preciso de expô-lo, para existir mais forte.

Não tenho, por que dizer aos outros, escrevendo...

Que o meu amor és tu.

 

Por hora...

E porque sempre me tens bastado.

Não sei porque te escrevia.

Precisava dizê-lo.

Ao quanto te amava,

mesmo quando me zangada e jurava...

Não te amar mais.

 

Por hora...

Quero apenas despir-me para ti.

Deitar-me na nossa cama

e doar-te, tudo!

Sem ter que lhe dar um nome

E sem que a esse ofertar, tenha de dar cumprimento ou peso,

para ser Amor, ou mais que isso.

 

Por hora...

Quero, fechar os olhos.

Saborear o feito.

Sorrir e adormecer,

Sem ter de escrever, o que fiz.

Sem ter de o validar, para me saber feliz.

Não. Não tenho de dizer a ninguém, que o meu amor és tu. 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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