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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

14
Fev18

Indiferença

por Sílex

 

 

 

 

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Cansa-se um dia o caminhante

do barulho circundante,

de certa forma insistente,

desagradavelmente incessante...

 

Farto da mesma estrada,

solitária e empoeirada, 

ainda que por si escolhida, 

onde passou metade da vida...

 

Decide tomar por outra, 

à semelhança de mais, asfaltada

onde não se lhe reconheça pegada

perfume da sua palavra...

 

E assim a assobiar

de trouxa às costas lá vai

à procura do nada que trouxe,

vivendo da chuva que cai.

 

Feliz por fim, o caminhante

entra grato, de rompante

na porta do esquecimento

tendo por faixa sonora, aquilo que mais venera...

 

O pipilar doce das aves

o som rouco dos seus passos...

o longínquo latir de um cão, 

E a balada lenta do vento.

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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