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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

04
Mai17

por Sílex

 


 


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Trazes nos olhos cansados


montanhas cobertas de neve, 


portos onde a língua não é a tua


a noite se transforma em dia


o céu é uma paleta luzidia 


e o sopro do vento magoa.


 


 


Trazes nos olhos expectantes


o mesmo entusiasmo de antes


no peito uma ambição,


mas a cabeça diz que não


a carne, estremece-te esmorecida


quando neles também nasce um rio...


 


 


Com a certeza de que na vida


jamais deixarás marcas de pés


nas terras, de onde não és


e na tua pele...


De lés a lés,


nunca se alojará esse frio.


 


 


Trazes nos olhos cansados


muitos voos de gaivotas


e um mar a perder de vista


que se transforma em oceano...


Arribas, areia e asfalto,


um prédio ou outro mais alto, de que não interessa o tamanho.


 


 


Trazes nos olhos cansados


pedaços de  campo e cidades, costa marítima.


Um sol que está sempre excitado


sob o teu olhar contrariado


e o suor indesejado, que sem o teres convidado...


Inunda-te a pele deliciado, numa contrariedade infinita. 


 


 


 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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