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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

31
Mai17

Laços para a Vida

por Sílex

 

 

 

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Há laços de veludo que se dão

belos, macios.

E há os laços do coração

que sendo por vezes de cordel

são fortes, indestrutíveis, doces como mel.

Há pessoas que passam por nós

amáveis, mas supérfluas, não duradouras

E outras que se atam, ficam...

Não nos deixam sós

Há laços vistosos de cetim.

Escorregadios, frios, embora bonitos

e há os laços baços, sem grandes artefactos

mas verdadeiros, sem fim.

Fazem-se e desfazem-se vida fora laços de prenda,

de compromisso.

Muitos deles sem nexo ou com ele... omisso

Mas os laços rudes de uma corda grosseira,

embora pareçam de descartar

são confiáveis, são segurança para a vida inteira,

para não nos deixar em falso...

Para nos segurar.

Perto do mais rubro veludo e do mais exótico cetim

todos os laços que quero...

São os que confio e me salvam no fim

Dão nós de felicidade e de confiança

estão seguros, próximos...repletos de esperança.

Prefiro não ter tanta beleza,

num laço

Mas ter a certeza da durabilidade

do seu enlaço.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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