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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

23
Mai17

Mal Entendidos

por Sílex

 

 

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Não me deixes, pediria...

Se os lábios me obedecessem

Os olhos to implorassem

As mãos esticadas tentassem,

fazer-te parar.

 

Nada em mim se mexe...

Abortando a eventualidade de ires

Nem quando acontece sorrires

e pressinto um adeus...

Nunca mais te verei. Percebo-o e sei.

 

Sou incapaz de pedir-te...

Demonstrar-te que o que pensas, não é

e o que sinto por ti... é um mar.

Fico, assim para trás, a ver-te sair

doida para te pedir, mas parecendo indiferente, sobre ires... ou ficares.

 

Convenci-me que não valho 

um pouco daquilo que irás encontrar

deste modo enxovalho,

o nosso futuro 

e talvez seja falso o que ouso pensar.

 

E quando me olhas...não sei se estou certa,

mas já não pareces olhar.

Ou serei eu que te afasto

te acuso e desgasto,

do tudo que nunca... chegaste a tentar.

 

Este amor é tão forte, que irá além morte,

e se to quisesse explicar... 

Mas permaneço calada. Pareço em gelo talhada,

até à estocada, se tornar em facada,

quando te vejo afastar.

 

É tão tarde, desde aí... Que não sinto que alvoreça

ou a noite aconteça, e não quero pensar...

Que se tivesse pedido, ficarias comigo,

porque era o que querias.

Tão só bastaria, ouvires-me falar.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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