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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

13
Fev18

MALAGUETA...

por Sílex

 

Foto de Espírito Vadio - Maria de Fátima Soares.

 

 

 

A tua boca carnuda 
Com a tua pele desnuda
Provoca em mim... Desejos sem fim!
Tórrido olhar que me deitas
Quando a distância entre nós estreitas
Tem cuidado...

Ou antes, dó!
Sou qual malagueta em pó
Com que temperas,
as largas horas de esperas,
e apura, na fervura...
Lenta.

Amor...

Já não sou isenta,
se na língua cresce o apetite
que se transforma em convite
ao sussurrares...

Vem comigo!
Batem-se os corpos em desejo
Troca-se, intensificado o beijo
E quando ao espelho nos revejo
Quase posso observar
A minha pele a crepitar...
E a tua?

Brilha de suor,
picante e doce de amor...
Em nova postura inquieta.
Provo-te, amo-te,
fundo-me em ti. 

Meu vício bom...
Malagueta!

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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