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30
Mai17

Nada dura... Para Sempre!

por Sílex

 

 

 

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Terá morrido aquele por quem meus olhos riam

as pernas tremiam

o discurso encalhava, 

quando a língua presa me ficava,

na profundidade do seu olhar

nos contornos do seu rosto,

como âncora em alto mar?

 

 

Porque te evoco hoje sem descanso

quieta, ou em movimento lento

que não consigo tornar mais célere, 

sem a tua memória o abrandar,

retendo a minha combatividade

como à verga partida

de uma vela por içar?

 

 

Terá morrido quem meu corpo tomou de assalto

beijou a boca, apaixonado

fez de mim a sua nau Catrineta

e hoje... quase poeta, 

evocando todo um passado,

como as lágrimas que terei chorado

quando entre nós foi cortado, o último elo forjado... pl'a tormenta?

 

 

Se me esqueceste e... hoje enterraste o que restava de mim,

não levo a mal.

Também eu te fui esquecendo devagarinho

voltando sempre, como a ave ao ninho

àquilo que nos enredou.

Se hoje finalmente, me deixaste ir... 

Eu vou. 

 

 

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2 comentários

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De m.s. a 03.06.2017 às 14:46

Muito belo este poema.
Palavras carregadas de sentimento...
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De Sílex a 03.06.2017 às 14:52

Verdade! Se existe sentimento é porque não morreu, não é? Acho que não importa o tempo que passou. Existem coisas que farão sempre parte de nós. Obrigada, pela visita.Image 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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