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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

05
Mai17

Naufraga

por Sílex

 

 

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Salva-me!

Afundo-me num mar de sargaços

num pântano de tristeza.

 

Não! Afasta-te. 

Não quero levar-te comigo

e achares a morte certa.

 

Nem eu sei o que tenho

O que sinto e porque me afundo,

num solo seguro de humidade isento

 

Salva-me 

porque me sinto vazia

frente à maré cheia. Nada há que me contente.

 

Beija-me, ou esbofeteia-me

para que reaja

lance os braços ao ar, para alguém me salvar.

 

Possui-me.

Arrasa-me. Tira-me este vazio de dentro

e esta inundação abundante. Constante. Que me submerge

 

Espicaça-me...

Ou mata-me

e acaba de vez, com esta amargura...

 

 

Ilumina esta infindável noite de pez

com amor e com brandura

põe termo a esta viuvez

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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