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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

08
Out17

NEM TODOS PODEMOS SER ESTRELAS

por Sílex

 

 

 

Foto de Maria Fátima Soares.

 

Nem todos somos céu.
Uns são Terra, 
outros... 
Mar.
Há ainda os que são vento.
Passarinhos a trinar.

 

Nem todos somos cerejas
há os limões entre elas, muitos deles sem amargar
Há os que são borboletas
Aqueles que são sereias, outros brincos de princesa,
e no meio de tanta beleza, 
muitos café, e canela.

 

Nem todos seremos pontes
porque alguém tem de ser rio
Há aqueles que são neve
e outros que são chuva intensa
como há os que são fogo... 
E os pura névoa suspensa.

 

Nem todos podem ser estrelas
uns são conchas,
outros malmequeres.
Nem todos seremos espasmos
mas homens, crianças, mulheres
todos formamos o Cosmos.

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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