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13
Jun17

No Inverno da Vida

por Sílex

 

 

 

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A música da concertina, toca ainda

sem se cansar

num dia que é de folguedo

onde baila todo o povo, 

depois de toda a noite bailar.

 

É dia de Stº António, no Centro de Dia do lugar

e quem disse adeus à Primavera,  

também não hesita em dançar,

Porque diz o médico dá saúde, o corpo movimentar

e até ao lavar dos cestos, a vida é... aproveitar

 

Estão-lhes os olhos brilhantes

e os rostos sorridentes,

esqueceram que estão doentes...isso, até posso apostar

sentada aqui de longe

sem os ter na minha frente, consigo vê-los vibrar 

 

Ecoa a voz da cantora,

numa rima bem entoada, em melodia popular

enquanto rufa o adufe, os ferrinhos e o tambor

e também na concertina é um abrir e fechar

nada falha, neste dia... para o Santo celebrar.

 

E agora, nesta margem

Ouve-se, Cheira bem... cheira a Lisboa

com o Cristo Rei a sorrir e a ponte que abraçar o Tejo

sorrio também daqui,

contente de imaginar, tudo aquilo que não vejo.

 

O inverno rigoroso da vida

como a doença e o desprezo, é difícil de atravessar

Então dance a bom dançar, alegre-se a bom alegrar,

quem por todos foi esquecido.

E que seja por um mês, voltem atrás, outra vez...à juventude perdida

 

 

 

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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