Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

25
Abr17

O teu nome nos lábios

por Sílex

 


 


 


 


Resultado de imagem para lábios


 


 


 


Nos meus lábios morreram há muito


os ardores do teu nome


Carcomidos pelo caruncho, resta-me esburacado 


um sentimento louco, 


que não para de rir.


 


 


Confesso...


Acho-lhe graça, por tão triste fado


E preferiria mil vezes, esse sentimento ajuizado


como em tempos foi,


mas não me estava na mão. 


 


 


Nunca nos é dada a possibilidade de gerir 


o que cresce a contento


e nasce bravio.


Coragem de decepá-lo ainda à nascença


como uma erva daninha.


 


 


Morreu-me faz tempo a esperança em dias melhores


e em letras com nexo.


Vou-me resignando com o que me é dado


depois da tormenta,


e do que enxurrada levou.


 


Nos meus lábios, jazem-me por vezes os dedos


procurando por ti,


e restos do teu nome, 


no fundo da minha garganta,


que entretanto secou.


 


 


Nunca saberás como foi cruel despedir-me de um sonho


e ver este sentimento colapsar.


Aturar-lhe os acessos de fúria


e à febre combatê-la, 


com pachos gelados.


 


 


Não.


Nunca saberás como era doce...


era tudo...


Ter-te o nome a morar-me, dia e noite,


nos lábios.


 


 


 


 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:




Mais sobre mim

foto do autor


Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

web
analytics