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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

12
Ago16

ONDE PARAS?

por Sílex

 

 

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Sento-me na cama e sorrio

depois de mais um dia acabado.

Olho o relógio... coitado, 

apesar de andar tanto, parado

e comparo-me com ele, 

ao que ando, desandando.

Sem me questionar até quando...

Resignada vou dormir,

sabendo que se acordar...

Com certeza, vou-me rir

de ter pela frente,  mais um dia,

igualado ao anterior...

Em que na cama me sentei,

sem raiva o relógio encarei,

e nas rédeas da vida peguei...

Sem tragédias de maior.

 

E onde ficas tu, nisto

não estarás ao pés de Cristo

olhando para cima, inquietado...

Estudando-lhe a fisionomia,

arranjando mais uma teoria,

acerca do crucificado?

De como não crês e é tudo,

uma história da Carochinha...

mas não te importas de sentar-te, numa igreja silenciosa, 

com cheiros a vela e a rosa, para pensares sobre a vida,

e mesmo não acreditando, não reparas que sem exigir-to...

é Ele que te dá guarida?

Também eu lhe sou injusta, pondo-lhe as regras em questão,

zangada ás vezes com o mundo,

com este amor sobretudo...

Que trago no coração.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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