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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

10
Mai17

Penumbra e Claridade

por Sílex

 

 

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Adeus, direi uma vez mais

Passeante pelo mundo entre sombras...

Demasiadas sombras, de onde sobressai

um rosto.

 

Contornarei mais uma esquina

que desemboca numa praça, para seguir por uma viela,

que me levará a uma avenida.

Que importa? São passos.

 

Dias, que passam por mim,

trazendo-me amanhãs... um que não verei,

mas enquanto acordar...

Direi adeus, uma vez mais.

 

Nunca sou no dia, a que fui antes.

Aprendi mais qualquer coisa, tenho mais uma hora e... um quarto.

Um segundo que passa,

enquanto os meus passos sobem e descem. Seguem a direito.

 

Amanhã...

Serei a que está destinado ser,

sem poder intervir.

Continuarei sombra entre as sombras e um rosto, para alguém.

 

Aquele...

Para quem todas as sombras de resumem a um corpo

que de entre a multidão, 

me reconhece sem sombras de dúvida.

 

Sou penumbra e claridade.

Personifico adeus, em várias línguas e beijos, numa só... a do amor.

Amor por quem me reconhece e entre todas as sombras,

faz de mim a sua luz, própria.

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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