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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

16
Jul17

Da Perspectiva do Amor

por Sílex

 

 

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Sento-me aqui em silêncio no meu canto

Frente a uma tela em  preto e branco, 

para o qual olho e resolvo encher das palavras certas.

 

Ah, seu eu soubesse quais as palavras

que te alcançariam o coração

e tornariam simples, tudo o que teimamos complicar.

 

Para lá disto, a morte espreita sem pressa,

também quieta, no seu lugar.

Pondera a fundo, em que parte do mundo irá hoje actuar.

 

A morte...

Sabes tão bem como eu que é incontornável

Por mais quezílias, é o que nos espera, no indeterminável

segundo, em que em todas as linhas é posto um ponto final.

 

Vale a pena?

Pergunto-te se vale a pena. Se tem valido

Se te consideras mais forte, agora. Já não temes a morte...

 

O que pretendes?

O que preencherá esse vazio enorme, que por mais que tentes não enches

mais, que de vingança e rancor.

 

Porque não tentas parar para pensar.

Medir tudo, pesar... 

sob a perspectiva do amor?

 

Vale a pena?

Volto a perguntar-to, entretanto.

Sentada e em silêncio mergulhada, frente a esta tela, em preto e branco

 

Sentes-te mais forte, agora?

Enquanto a vida lá fora,

Não para, nem quer saber, de todos os vazios que procuramos encher 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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