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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

10
Jul17

Purga

por Sílex

 

 

 

 

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Já não te trago na carteira, fechado... com o lápis afiado, ao lado

para registar o que o coração me ordenava

Rasguei-te da capa, ao fim. Já não fazes sentido para mim, 

enquanto bloco onde apontava...

O tanto que de ti gostava.

A agenda sempre entreaberta, com a página dobrada,  

que recordava, como me gratificava,

o ter-me cruzado contigo.

Deixaste de fazer-me sentido, como tudo que te diz respeito.

Já não me aceleras o coração, nem deixas enlouquecida a mão

que escrevia quase sem tino, o que me explodia no peito. 

Hoje sinceramente, desculpa...Mas não sei mesmo que jeito,

te pude encontrar na altura, 

e porque foi pura loucura,

tudo aquilo que senti.

Sem o remorso, de outrora, botei-te para o lixo e agora.

Sorrindo, sigo estrada fora...

Finalmente, livre de ti. 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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