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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

25
Set17

QUANDO ME DEITO

por Sílex

 

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Quem sou eu quando me deito
e solto de dentro do peito
os fracassos e as dores nocturnas
que já sofri o dia inteiro
Quem serei eu traduzida...
e aos vários capítulos da vida,
nas lágrimas de um travesseiro?

 

Quem sou eu, quando não durmo
ou acordo, 
de um sono turvo,
onde a dor esteve sempre presente.
Quem sou eu para quem olha,
e sem conhecer-me os por quê...
Sorri, dos outros somente?

 

Quem sou eu, quando encharcada
acabo a sonhar acordada, 
ou adormeço extenuada e num pesadelo mergulhada,
sufoco e caio no vazio.
Quem sou eu, desesperada,
sem achar encanto em mais nada
o sangue me ferve nas veias, de tanto ansiar pelo frio?

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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