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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

06
Mai17

Quando Nasci

por Sílex

 

 

 

Foto de Maria Fátima Soares.

(foto)
Friedrich Seidenstücker

 

 

Quando eu nasci,
o mundo não foi à janela espreitar
no jornal, nada se escreveu,
para o anunciar
e o mar...
Continuou, indolente na sua função.
A areia, continuou onde estava,
seca em cima,
e em baixo...
Na mesma molhada.

 

Quando eu nasci, a noite caiu sem se magoar
a Lua brilhou,
como é seu costume brilhar
Não houve cânticos, nem recriminações
Foi indiferente, para toda a gente... que passeava,
trabalhava, dormia, ou amava
quiçá dando origem a um outro ser.
Quando eu nasci,
não veio ninguém de longe, com ouro, incenso e mirra
para me receber.

 

Quando eu nasci...
Houve sangue.
Muita dor, gemidos e choro
Alguém que puxava por mim
e tu...
Ali, deitada.
Dando tudo de ti,
para que a minha chegada,
fosse um acontecimento.
Como ainda hoje fazes e estás, a todo o momento...

 

Na minha vida presente!
Onde, se pudesse
ficarias,
para todo o sempre.
Mulher extraordinária
e valente.
Minha adoração,
meu orgulho,
Minha inspiração...
Minha Mãe!

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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