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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns já publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

30
Abr17

Sabes?

por Sílex

 


 


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Como se esquece alguém que se ama?


Ao acordarmos não está mais lá, nem nas noites seguintes...


Chegará envolto na sombra mais desejada que a luz desenha,


na ombreira das portas?


Como se desenrola a vida daí em diante. 


Será que é vida e para a queremos?


Entrar em todas as partes da casa, interessa...quando nelas não há mais quente,


riso ou perfume,


só perda e saudade?


O que é casa? O que quer dizer, lar...


Onde está o sentido, para onde foi o amor?


Para que lado gira o mundo agora...


Importa se a vida segue lá fora, se dentro de nós... morreu?


Como se esquece alguém que se ama...


Se dá valor ao cheiro, ao tacto, ao paladar?


Importa que existam casas, janelas. Pontes e rios.


Árvores e um sol que brilha... se está sempre nevoeiro e faz frio?


Nada está como deixámos e o próximo passo...


Não tem direcção.


Como se esquece o abraço, a voz, o olhar? O cio na carne, o prazer espalhado na face,


e todas as vezes murmuradas... sou teu?


O que se faz aos dias. Meses e anos. À frustração e ao delírio?


Como se escorraça a dor excruciante do corpo


e a inutilidade na alma.


Como se volta a acreditar?


Como se lavam de nós os "resíduos" que não saem...  


Afasta o cálice da mágoa que teima beber.


Repõe em todo o lado, o que ficou depauperado, ao levarem tudo consigo?


Como nos voltamos a sentir, eu?


Como se aniquila a memória de alguém que perdidamente, se amou...


Sabes?


 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire
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