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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

28
Mai17

Sabre

por Sílex

 

 

 

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Eram de água os teus olhos

e as minhas mãos nuas as margens

que se refrescavam,

no teu correr,

sem tocar-te.

 

Era feita de pregos a cama onde dormias

e o sítio de onde vinhas, 

repleto de maravilhas,

que descrevias

numa enfeitiçada arte

 

Eram tuas todas as estradas, 

tardes, noites e romperes de dia

trazias marcada na fronte uma Lua

que a não ser eu,

ninguém mais, via.

 

Era uma faca o teu olhar, docemente a penetrar, 

na carne, já seduzida.

Eras um desconhecido qualquer, 

que se fez para uma mulher,

a coisa mais importante da vida.

 

Foi curto, estranho e tamanho

o corte de cima a baixo, que no coração lhe ficou,

após se perceber  

que alterou...

Tudo de si, para doar-te.

 

E o que lhe foste?

Sabre e corte.

Desgosto, má sorte.

Ruir de sonhos, corte de asas.

A devastação que trazias... e a tudo em que tocavas.

 

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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